sábado, 14 de dezembro de 2013

Vida com "I"

Surpreendente, dinâmica, conflitante e encantadora é a vida.
Nela me jogo para desfrutar de suas nuances.
Nela me perco e logo me encontro socorrido pelo desconhecido.
Nela observo a existência daquilo que me cativa, que me conforta e que me traz forças para esquivar-me da repugnante inércia.
Nela fui contemplado pelo sorriso que personifica tudo o que é belo, tudo o que é força, tudo o que é vontade sem conceder espaços para o que poderia ser saudade.
Contrariando os letrados, a vida começa com a letra “I”. Talvez seja apenas pelo fato dela existir, pelo simples fato dela me fazer sorrir. (Vinícius Jacques)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pecando prazerosamente!

Promovendo o desapego da idéia de pecado e desconstruindo velhas óticas, acredito que é sempre muito interessante devolver as boas experiências aos seus devidos lugares dentro da consciência humana, sendo assim, chego a conclusão que ao rever conceitos, romper com os dogmas e costumes de outrora passa a ser quase uma constante. Logo, desperto para atentar-me a sensualidade exagerada ou não dos espirítos livres personificados. Ou seja, a luxúria se faz presente mesmo que em miníma parcela.
Admito também que apreciar um bom cardápio por puro prazer, está entre os mandamentos que abraço cotidianamente. Então, detecto mais um satisfatório pecado.
Não manifesto o desejo demasiadamente insano de acumular riquezas, até porque a única certeza que tenho, é que nada sei a respeito do amanhã, mas se eu disser que não amo gozar das maravilhas modernas representadas por agradáveis bens materiais, eu estarei mentindo. É, temperaram a minha vida com algumas pitadas de avareza!
Desde pequenos fomos conduzidos a desenvolvermos uma postura obediente e passiva pautada em tradições inventadas que sempre visaram conter os ânimos mais exaltados, sendo assim, nos foi ensinado que sentir e extravasar a popular "raiva", trata-se de uma conduta anticlerical. Mas seria isso um erro? Isso não está diretamente associado a existência humana? Raiva, seja bem-vinda, afinal você não é tão horrorosa assim, a grande maioria vive flertando com você!
Hoje não sei mais se a soberba deve ser "satanizada", confesso que a leve e sarcástica arrogância de Friedrich Nietzsche, Marquês de Sade, Oscar Wilde e Nelson Rodrigues tem os seus encantos e possibilitaram que eu lançasse novos olhares sobre o mundo. Se estou trilhando o caminho "certo" ou "errado", não sei. Prefiro deixar que a vida inserida na idéia que temos do tempo, seja a minha avaliadora.
A bela menina de longa data conhecida popularmente como "vaidade", definitivamente tem um poder encantador desmedido que agrada os gêneros masculino e feminino. Essa menina já mexeu com a cabeça de tanta gente, que desde que os primeiros grupos começaram a se organizar coletivamente, a mesma teve lá a sua parcela de contribuição para desestabilizar até os mais radicais populistas.
Enfim, me despeço sem muitas pompas porque a preguiça acaba de aparecer em meu quarto trajando uma envolvente lingerie Victoria's Secret, tenho que admira-la e voltar a executar o primeiro pecado. (Viny Jacques)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para Refletir!

Confesso que tenho andado chateado com a maneira que muitos militantes do movimento negro têm conduzido os afrodescendentes. Hoje escutei o "Kind of Blue" de Miles Davis (no dia em que o mesmo completaria 85 anos) para desfrutar do bom som desse talentoso artista que encantou o mundo com sua música, tendo em mente toda a contribuição de Davis para que o negro fosse visto, reconhecido, respeitado, valorizado e também amado não por leis e políticas de inclusão, e sim por seu mérito, mostrando que o talento transcende uma classificação étnica. Sendo assim, acessei alguns sites de grande relevância que tem por objetivo colocar o negro em evidência, mostrando a sua importância como peça fundamental nesse grande maquinário social (elucidando suas potencialidades e os convidando para serem sujeitos e não apenas predicados da história visando o progresso social) e tive o desprazer de não ler uma nota sequer a respeito da vida, obra e contribuição de Miles Davis.

Durante a semana o mundo (e não apenas os afrodescendentes) perdeu um grande intelectual (Abdias Nascimento) que deixou um legado digno de ser respeitado, independentemente de concordarmos ou não com seu direcionamento político em prol da luta pela melhor inserção dos mesmos em um mundo multicultural. Portanto, acredito que devemos batalhar pela desconstrução da idéia da vitimização eterna e começar a colocar em destaque aqueles que contribuíram e ainda contribuem com a valorização de todas as etnias (eu disse todas) em um modelo sócio-econômico e político-cultural eurocêntrico carregado de valores mesquinhos e nada fundamentados.

Temos que resgatar e trabalhar os princípios de alteridade e não a manutenção do pensamento da divisão de grupos como dizia o saudoso Milton Santos (que muitos afrodescendentes o criticavam por seu posicionamento político mediante essas questões), até porque quem prega a igualdade, não pode segregar!

Quero ler mais matérias a respeito dos Irmãos Rebolças, Garrett Morgan, Lima Barreto, Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), José do Patrocínio, Cosme Bento das Chagas, Agnaldo Manoel dos Santos, José da Paixão Silva, Emanoel Araújo, João da Cruz e Souza, Carolina Maria de Jesus, Luiz Gama, Pixinguinha, Carlos Gomes, Tia Ciata, Juliano Moreira, Theodosina Rosário Ribeiro, Benedicto Fonseca Filho, Antonieta de Barros, Mercedes Baptista, Auta de Souza, Luislinda Valois Santos e tantos outros que merecem sair do ostracismo. (Viny Jacques)

sábado, 23 de abril de 2011

Constantes variações!

Minha vida é uma variação constante.

Quero boêmia, quero serenidade.

Ora quero abraçar o mundo, ora quero isolar-me dele.

Ora quero ser prolixo, ora lacônico.

Ora quero ser claro, ora quero ser irônico.

Ora reivindico um abraço, ora um sorriso,

Desde que seja verdadeiro, desde que seja entre amigos.

Quero falar de futebol, mulheres e política.

Quero ser louco, santo, poeta/cronista.

Quero verbalizar um "caralho" no meio de uma conversa,

Apenas para quebrar o gelo e fugir da dogmática linguagem hermética.

Quero viver o simples sem muitos rodeios,

Embora também não descarte lampejos de devaneios.

Na verdade, estou a cada dia mais apaixonado pelo verbo querer,

Talvez seja pelo fato dele estar intrinsecamente ligado ao prazer.

Afinal, a vida seria um tédio se não fosse composta por tantos quereres! (Viny Jacques)

sábado, 19 de março de 2011

Flertando com o meu eu-lírico!

Bem! Analisar as conjecturas sociais abraçadas pela grande maioria da população mundial, fragmentada por essa pluralidade de “verdades” que visam definir o que A, B ou C devem fazer, de fato age em mim como uma droga demasiadamente nociva, com a simples missão de matar-me aos poucos.

Seria tamanha a hipocrisia desenvolvida por mim, caso eu não admitisse que a ignorância a respeito de determinados assuntos que estão inseridos em nossa esfera social, pautada pelo que classifico como “maldita cegueira-obediente”, trata-se de uma “benção”, já que são tantos os confortos e benefícios adquiridos e usufruídos por nós, quando simplesmente resolvemos desviar o nosso olhar dos mais distintos alvos cotidianos.

Em meus tempos de guri (nada muito longe), quase tudo se configurava de maneira um tanto idealista, poética e romântica. Acreditava em heróis demasiadamente humanos que pudessem romper com a lógica global sustentada pela lei capital (que inocência de minha parte). Acreditava que as representações humanas pungentes desfaleceriam-se num passe de mágica, como outrora lia nas mirabolantes fábulas que conduz o povo em quase sua totalidade. Mas o mundo “real” felizmente (ou infelizmente, isso dependerá da ótica) nos convida a vermos as bases estruturais desse modelo organizacional sócio-político-econômico que nos acolhe, com certo pessimismo.

Enquanto isso, sigo trilhando o caminho para ser como dizia Nietzsche, um “homem que continuamente vê, vive, ouve, suspeita, espera e sonha coisas extraordinárias”, mesmo que isso não vá de encontro aos padrões morais vistos como inquestionáveis em nosso círculo social. Afinal, os princípios de alteridade devem ser colocados em primeiro plano. Sempre! (Viny Jacques)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A velha e o monstro!

Era uma noite de verão no agitado século XIX que trazia consigo o advento da modernidade. E sob os olhos atentos de uma idosa insana e demasiadamente humana gestora conhecida como “vida”, desenvolvia-se ali um "monstro" chamado "razão", com poderes desmedidos ultrapassando a linha tênue que classificam as experiências como bem e mal, o viável e o inviável, o "verdadeiro" e o "falso", o politicamente correto e o incorreto, o sorriso e a lágrima, a força e a fraqueza, a tolerância e a arbitrariedade.

Não temendo as reações do monstro mediante a sociedade que o acolheria, a velha agitada e insana divertia-se com as possibilidades de sua criatura ampliar seus poderes, independentemente das conseqüências que puderas vir devido a tudo que testemunharia ao seu redor através de suas andanças. (Viny Jacques)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Há quem diga ...

Há quem diga que devemos simplesmente nos lançar,

Há quem diga que devemos apenas contemplar as nuvens que passam de dia.

Há quem diga, há quem diga ...

Há quem diga que deveríamos apenas saudar o novo com certa voluptuosidade,

Deixando fluir uma pseudo-espontaneidade aliada à interpretação de falsas vontades.

Há quem diga, há quem diga ...

Há quem diga que o mundo sente a falta de Neruda,

E que a vida mesmo apresentando-se em muita das vezes de maneira absurda,

Trata-se de uma dádiva, oblação, presente e dom

Concedida a muitos, merecedores ou não.

Há quem diga, há quem diga ...

Há quem diga que não somos os senhores dos nossos destinos,

Que tudo já está pré-determinado,

Que devemos curvar a cabeça dizendo sim rumando a um sentido único,

Como se fôssemos seres robóticos, como se fôssemos réus confessos,

Como se nossas ações fossem desassociadas ao princípio de alteridade,

Como se tudo fizesse parte de uma única verdade.

Há quem diga, há quem diga ...

Há quem diga que o sorriso tem o poder de eclodir a sensação de bem estar até nos corações endurecidos,

Desconstruindo lembranças desagradáveis,

Possibilitando prazeres palpáveis e maquiando certas “verdades”.

Há quem diga, há quem diga ... (Viny Jacques)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Noite!

Linda, prazerosa, mágica, turbulenta, assustadora e ao mesmo tempo encantadora.

Socializamos momentos únicos, sorrimos, choramos, abraçamos e nos permitimos vivenciar o novo.

Estabelecemos interessantes contatos, damos adeus ao velho cansaço e partimos rumo ao acaso.

É nela que amores começam, ganham solidez, balançam, são colocados a prova e em muitas das vezes são ceifados.

Novas vidas chegam para conhecer esse mundo de vontades e representações, enquanto outras se despedem deixando saudades.

Seu poder de sedução nos convida incessantemente a nos rendermos ao ar de sua graça, ora pelo simples fato de termos acesso a ela, ora pela personificação da mesma através daquilo que desperta os sentimentos mais instintivos e demasiadamente humanos.

Hipnoticamente linda, ela parece entoar um mantra aos seus admiradores. A noite, a noite, a noite, a noite ... (Viny Jacques)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ta rindo é ?

Sabendo-se que a idéia de que tudo evolui é demasiadamente interessante ao homem. Há 2.500 anos, na Grécia Antiga, Heráclito dizia que as risadas tinham o poder de neutralizar boa parte dos problemas da sociedade. Guerras e vícios poderiam cair no ostracismo através de boas gargalhadas, na tentativa de maquiar uma situação desconfortável pelo menos para o maior interessado. Mesmo após longos 2.500 anos convivemos com a mesma situação e quando infelizmente não sabemos o que dizer sobre determinado assunto, gargalhamos, fazemos piadas e de vez em sempre desenvolvemos o bom sarcasmo.

Embora seja um tanto difícil admitir, alguns homens não suportam a idéia de que o mundo funcione sem que o mesmo seja o centro das atenções. Afinal, alguns como uma espécie de mecanismo de proteção, acabam não sendo transparentes o suficiente para lidar com algo e mais uma vez as risadas são colocadas em prática, seja através da famosa expressão francesa tête-à-tête ou pelas vias de comunicações tecnológicas (bate papos on-line e sites de relacionamentos como orkut, facebook e afins).

Acreditar que o mundo possa girar sem sermos o centro das atenções pode causar um turbilhão de sensações incomodas, sendo assim, mesmo não sendo possível participar de uma conversa descolada sobre os mais distintos assuntos somando idéias, passa a ser ilusoriamente interessante optar pelo caminho avesso que é a desconstrução do exercício da boa dialética através das fórmulas risadas, piadas e comédias.

Outrora tive a oportunidade de ler uma frase que com certeza ajudaria bastante às pessoas. Alguém aqui já teve a humildade de falar a frase simples, mas no entanto tão pouco utilizada no mundo, a famosa “Eu não sei” ? Imaginem como boa parte das coisas que nos cercam seriam menos problemáticas caso utilizássemos com mais freqüência o “Eu não sei”. Eu não sei resolver isso, Eu não sei interpretar aquilo, Eu não sei jogar cartas, Eu não sei ser hábil como o gaúcho no futebol, Eu não sabia que gostava tanto ao ponto de ficar incomodado ... eu simplesmente “não sei”.

Como dizia Francis Bacon “conhecimento é poder” e tenho que concordar com isso. Vivemos buscando o poder, e o homem ignorante (aquele que desconhece algo, ou seja, todos nós) não tem o “poder” que o mesmo acredita ter e por sua vez nem sempre terá as rédeas de uma situação.

Pegando carona em uma letra do Frejat, é sempre interessante lembrar que “rir de tudo pode ser interpretado como desespero”. (Viny Jacques)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Parafraseando o Humano!

Valorizando idéias.

Escalando acidentadas montanhas.

Trilhando em estradas incógnitas.

Mergulhando em mares revoltos.

Embriagando-se de novas experiências.

Irritando os radicais prosélitos fundamentalistas.

Repousando no foco do caos.

Entorpecendo antigos valores.

Relativizando óticas.

Revisionando o passado.

Problematizando o presente.

Apontando um possível futuro (mesmo que ele seja ilusório).

Desdenhando “verdades”.

Flertando com a loucura.

Beijando o desejo.

Abraçando o novo.

Sufocando a intolerância.

Abstraindo falácias.

Contemplando o simples.

Dando ouvidos ao desconhecido.

Contradizendo a vida.

E assim, segundo as palavras de Caetano e Chico, “a gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula” que é a vida. (Viny Jacques)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Laboratório demasiadamente humano !!!

Hoje acordei ao som da boa música do talentoso Stevie (My Cherie Amour) e novamente concluo que corações se vêem embalados ao som de uma voz, de uma palhaçada, de boas presepices e escrachadas risadas e pelo simples fato de uma outra parte poder existir.

No laboratório da vida em que testamos nossos desejos, nem sempre conseguimos obter um resultado satisfatório a primeira instância e precisamos em muitas das vezes ter que aumentar a dosagem diária de emoção que outrora achávamos ser satisfatória. É claro que os riscos aumentam, as pressões passam a ser constantes, o dia a dia dá adeus as velhas rotinas e a vida enfim passa a ser muito mais interessante.

Interessante por sabermos que as tão discutidas fórmulas para a obtenção da felicidade não passam de teorias muito embasadas por uma essência moral propriamente dita, dando pouco destaque e importância para as coisas simples e prazerosas que estão diretamente associadas as nossas vontades e aspirações existenciais.

Queremos um amor para chamar de nosso, fazer um stand up diário de nossas contradições, aprender com os erros e viver novas paixões, gargalhando de tudo sem muitas pretensões. Essa é a arte da vida, essa é a vida engraçada, que embora muitos a pragmatizem abdicando o simples, na verdade sabem que dela não levaremos nada. (Viny Jacques)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ao longo da estrada !

Acreditava-se que caminhando pelas estradas da vida havia um homem que pudesse escutar súplicas por ajuda, enquanto a brisa tocava levemente em seu rosto direcionando seu olhar para onde não mais prestara a atenção.

Vagando sem pressa e sem rumo esperava-se mais do andarilho que por sua vez negava-se a ouvir os pedidos de socorro. Para o próprio, nada poderia interromper sua inexorável marcha.

Eram choros e lamentações acompanhados por expressões desconfiadas e nada contemplativas. Semi-inertes e anestesiados pelas lágrimas que escorriam de seus olhos, os sussurrantes ainda acreditavam que o andarilho pudesse resgatá-los de seu extenso e revolto deserto.

Mas porque devemos depositar nossas expectativas em alguém que a principio se coloca avesso as nossas súplicas? Indagou uma das vozes já quase sem forças.

Era o início de uma profunda reflexão que provocou rachas entre os que buscavam uma solução para aquela situação demasiadamente incomoda.

Enquanto isso, o andarilho ainda parecia não visualizar as adversidades vividas por aqueles que se posicionavam as margens da longa estrada. Era como se o mesmo fosse uma criação da imaginação dos necessitados por ajuda. Um ser derivado das suas carências, de suas dores e originário daquilo que necessitam. Uma espécie de super-homem que na verdade se encontrava dentro de cada um e que poderia ser visto quando resolvessem chamar a responsabilidade para os mesmos.

E os dias foram passando, as estradas se tornando mais longas, as dúvidas a respeito de tudo aumentando e seus corpos cada vez mais debilitados ainda esperavam serem socorridos pelo andarilho que parecia existir apenas em vossos pensamentos. (Viny Jacques)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rebirth

E era tudo tão turvo que nem o mais intenso clarão de luz iluminaria o espaço,

Aquilo que a vida lhe expôs o consumiria,

O sorriso já amarelo se tornava constante,

E por onde mais circulasse, suas idas e vindas passava a não mais lhe encher os olhos,

Talvez um trago maquiasse a sua aflição,

Uma dose conteria o calor da paixão,

E as elaborações de fórmulas para seguir em frente tornavam-se cada vez mais freqüentes.

Como uma flor de cacto, ao mesmo tempo em que se adaptava a diversos ambientes,

Precisara da luz do sol para não se esvair,

Seus atrativos espinhos serviam como proteção,

E sem muitos mistérios ali estava a representação da força aliada à beleza da flor,

Um perfeito mix de sentimentos que agora buscava a não mais lidar com a dor,

Seguindo de cabeça erguida e gargalhando de tudo aquilo que passou.

Nascia ali um novo ser,

Com uma intensa vontade de crescer,

Com uma insana necessidade de viver. (Viny Jacques)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eai meu querido e "gigante" amigo, me revela o segredo desse contagiante bom humor???

Acredito q isso seja devido ao fato de eu ser rodeado por amigos q exalam paz, amor, alegria, companheirismo e tudo q há de prazeroso.

Surpreenda-me se for capaz

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Insights !!!

Não há nada como um belo dia de sol para nos remetermos às lembranças mais prazerosas que se encontram em nossas memórias. Lembranças essas que nos permite sentir saudades quase sem querer de tudo que outrora era mágico, insano, belo e um tanto avassalador em nossas vidas. Um dia desses enquanto saia só e rumando ao encontro de amigos, fui obrigado a parar em um semáforo por eternos 15 segundos, digo eternos pela oportunidade de ter visto um guri que não parecia ter mais de cinco anos vividos nesse nosso formidável mundo cão e já estava aprendendo a driblar as adversidades da vida tentando ganhar um troco vendendo doces. Nesses eternos 15 segundos fiquei pensando nas reais possibilidades de mudança na vida das “classes” mais abastadas, a fantástica infância que tive (principalmente em dias como esse – domingo), as amizades que conquistamos, que perdemos, que gargalhamos e choramos juntos, que não valorizamos, mas que estão sempre ali em nosso subconsciente esperando o momento mais oportuno para ganhar espaço e “tomar de assalto” em nossas lembranças.

Existem momentos em que acredito na possibilidade de formulações de “utopias” como um “mal” necessário, já que trará certo conforto na vida de muitos indivíduos tendo a sapiência de que o sol jamais nascerá para todos como muitos insistem em alimentar tal idéia. Por motivos um tanto óbvios acaba se fazendo necessária a manutenção da idéia de um pseudo mundo perfeito (que jamais existirá analisando as conjecturas empiricamente) devido a interesses políticos, econômicos e afins. O chato disso tudo é que vamos aos poucos perdendo a “fé”, a esperança (como queiram) e ficamos nos perguntando em muita das vezes qual é o verdadeiro sentido disso tudo que nos cerca, as eleições, elaboração de leis, dogmas e etc.

Por enquanto vou vivendo um dia de cada vez sem muitas formalidades e buscando ser mais prático em minhas ações, atitudes e nas demais realizações que a vida me colocará de frente para confrontar. (Viny Jacques)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Palavras !!!

Palavras, de vez em sempre fico aqui com meus botões fazendo leves reflexões a respeito do poder das mesmas. Afinal, são três sílabas que quando colocadas em prática por um bom orador às vezes prolixo e outras nem tanto, torna-se a mais eficaz das ferramentas persuasivas de um modo geral.

Palavras, argumentos e reflexões visam confundir (na melhor das intenções é claro) e automaticamente a necessidade de confundir tem um simples objetivo que é sempre esclarecer, ou seja, não se trata de defender um posicionamento encarando determinado fato como uma verdade absoluta, mas sim elucidar novas óticas e permitir uma reflexão mais profunda e menos metódica e pragmática a respeito daquilo que a nossa limitada capacidade humana consegue compreender.

Com base no que vejo em minhas andanças, chego à conclusão que as palavras não apenas convencem como podemos presenciar cotidianamente (principalmente nesse período de campanhas eleitoreiras), elas arrastam multidões, promovem as contraposições ideológicas, levam conforto aos ouvidos de quem sofre e não se perdem na linha do tempo.

Acredito que por mais bem elaborado que seja um discurso e por mais acalentadora que seja a mensagem, não devemos esquecer que a essência jamais poderá preceder a existência, sendo assim, as palavras nunca deixarão de ser apenas palavras quando nos vemos sendo colocados à prova no confronto teoria versus práxis, já que sabemos que nem sempre a teoria se aplica a prática. (Viny Jacques)

domingo, 18 de julho de 2010

Um dia para não se esquecer!

Boa tarde amigos. Já sentiram aquela gostosa sensação de infinita paz e alegria que nem sempre bate a porta e quando a sentimos agimos feitos crianças ao ganharem o tão esperado presente de natal? Então, é simplesmente assim que me senti ao acordar nessa manhã de domingo. Mas é de extrema importância deixar claro que tudo isso tem um motivo, deve-se ao fato da mágica noite anterior que me proporcionou um momento único. Ontem às 21 horas tive a felicidade de prestigiar o lançamento do mais novo projeto do músico, artista, poeta e carismático Moska que sou fã incondicional (quem me conhece sabe rs).

É indescritível o poder que as poesias cantadas desse cidadão do mundo vulgo Moska possa exercer em nossas vidas. Particularmente, parece que suas canções foram compostas para cada momento da minha pacata, porém prazerosa vida. Sendo assim, posso recorrer às mesmas como se buscasse conforto ouvindo as palavras de um grande amigo. Moska, cronista do cotidiano que consegue sintetizar em versos as emoções demasiadamente humanas que nem sempre nos permitimos sentir, fazendo-nos refletir a respeito do que há de mais simples em nossa nem sempre intensa vida. Esse aí se integra facilmente ao seleto grupo de músicos no qual admiro e que certamente serão os responsáveis pela trilha sonora de minha vida. (Viny Jacques)

sábado, 17 de julho de 2010

Efeito Borboleta?

Pois é, enfim chego a mais um fim de semana sobrevivendo na selva de pedra chamada cidade maravilhosa escutando sua correria.
Em alguns momentos penso em viver como há dez anos atrás, sem a preocupação de buscar o meu lugar ao sol, limitando-me a saborear os bolinhos de chuva da casa de vó, escutando as histórias vitoriosas e mirabolantes de meu saudoso avô e tendo aquele brilho no olhar que somente tal fase nos proporciona.
O mais interessante em viver, é poder acordar pela manhã e sabermos que somos especiais aos olhos daqueles que nos cercam, sem termos a obrigação de agrada-los pelo simples fato dos mesmos terem o felling para perceber que carinho, respeito e admiração são sentimentos que não se resumem a uma palavra e se confundem (na melhor intenção da palavra) com um sorriso, um abraço ou um olhar.
Estar em paz buscando equilíbrio nas coisas simples que a vida tem a nos oferecer é demasiadamente prazeroso, pois o tempo não passa, a mente se abre ao novo nos permitindo incansáveis reflexões a respeito de qual rumo devemos tomar em nossas vidas e somos convidados a escutar a mais bela canção que outrem não mais consegue mesmo estando ao nosso lado.
É! De forma um tanto categórica, creio que a vida jamais pode ser levada tão a sério, simplesmente temos que "viver tudo o que há para viver", assim diz Lulu Santos. Mas quem disse que essa tarefa é fácil? (Viny Jacques)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Frase, fórmulas, equações e conclusões.

Outrora escutei de uma amiga que “o amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme melhor do que podemos ser”, sendo assim, procurei reservar alguns minutos de meu precioso tempo para refletir sobre essa frase rs.

Afinal, o que é o amor já que tantas pessoas insistem em dizer a celebre frase: eu te amo! com a mesma freqüência que trocamos de roupa ? É claro que cada indivíduo devido a sua formação (meio em que se desenvolveu ao longo da vida – estrutura familiar, amigos, frustrações e etc.) interpretará a palavra amor a sua maneira e nunca chegaremos a um denominador comum encontrando as ações que representem tal palavra, ou seja, pode-se afirmar que a teoria/ação que envolve a palavra amor não tem fórmulas, portanto, em alguns casos torna-se demasiadamente frustrante para algumas pessoas quando depositamos expectativas muito além do que o outro está nos apresentando visivelmente.

Reconheço que quando “B” está contido em “A” , muitas das vezes insistimos em determinada fórmula porque simplesmente queremos acreditar que ainda é possível resolver tal equação a nossa maneira, por sua vez, descartando todas as teorias já apresentadas, já que a vida se torna muito mais interessante e prazerosa quando nos permitimos ser espíritos livres para desfrutarmos o que de melhor a mesma tem a nos oferecer sem muitas problemáticas como dizia o saudoso Nietzsche. É nesse momento que chegamos à conclusão de que a essência perde de lavada para o que é da existência, ou seja, o que é da existência humana sempre precederá a essência.

O que seria nos transformarmos em pessoas melhores do que podemos ser devido a uma única pessoa? Isso é um tanto complexo. Como posso atribuir a alguém toda uma responsabilidade que deve ser única e exclusivamente minha rs? Acredito que viver é um constante processo de evolução, sendo assim, cometeremos falhas e aprenderemos com as mesmas, isso sim nos tornará pessoas “melhores” já que é através dessas experiências que nos provoca dissabores, que saberemos filtrar o que há de “melhor” (dentro do juízo de valor de cada um) para ser aproveitado e enfim nos tornarmos não mais aquilo que éramos antes. Até porque esse conceito de melhor e pior é um tanto subjetivo e passível das mais distintas interpretações.

Viver é arriscar. Sempre! (Viny Jacques)

sábado, 3 de julho de 2010

Nada como um dia após o outro.

Sexta 02 de julho de 2010, Copacabana com amigos, praia, cerveja gelada, boas gargalhadas, cochilo na areia, samba com o talentoso Arlindo Cruz, fotos com “Michael Jackson” e um bate papo filosófico de bar sem muitas pretensões com os amantes do sorriso, das falácias e da vida que vale a pena ser vivida.

Estar junto aos bons amigos é sempre uma satisfação desmedida. Gente da gente que nos desperta as melhores sensações e que por sua vez nos traz uma paz que conforta os corações quebrantados.

O sol que nos traz boas energias recarregando as baterias da vida junto a Lua que se encarrega de iluminar nossos caminhos ao cair da noite, nos faz refletir a respeito do rumo que devemos tomar, embora durante esse processo árduo que é viver não tenhamos muitas certezas e tendemos a optar em muita das vezes por aquilo que a princípio é a solução mais fácil e eficaz p/ seguir em frente.

Afinal, a vida é feita de escolhas e somos convidados a todo o momento a bancar as mesmas, independentemente das conseqüências que puderas vir. (Viny Jacques)